Letras porretas…

O sonho acabou
Quem não dormiu no sleeping-bag
Nem sequer sonhou o sonho acabou
Hoje, quando o céu foi demanhado
De sol vindo, vindo, vindo
Dissolvendo a noite na boca do dia.
O sonho acabou dissolvendo
A pílula de vida do dr. Ross
Na barriga de Maria.
O sonho acabou desmanchando
A transa do dr. Silvana
A trama do dr. Fantástico
Meu melão de cana.
O sonho acabou transformando
O sangue do cordeiro em água
Derretendo a minha mágoa
Derrubando a minha cama.
O sonho acabou
E foi pesado o sono
Pra quem não sonhou
Quem não dormiu no sleeping-bag
Nem sequer sonhou.

Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos. E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas. Passado, presente, participo sendo o mistério do planeta. O tríplice mistério do estoque, que eu passo por e sendo ele no que fica em cada um. No que sigo o meu caminho e no ar que fez e assistiu. Abra um parênteses, não esqueça que independente disso eu não passo de um malandro. De um moleque do Brasil, que peço e dou esmolas. Mas ando e penso sempre com mais de um, por isso ninguém vê minha sacola. (Novos Baianos)

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