Ah! Aquelas mulheres…

São tantas, as mulheres que mexeram com nosso imaginário, com os nossos sonhos de liberdade. Que atiçaram nossa inércia, jogaram lenha na fogueira dos nossos inconformismos, e como diriam nossas mães, colocaram minhocas nas nossas cabeças… Elas existem desde os tempos imemoriais.  Foram queimadas nas fogueiras da inquisição,  mas dançaram nas fogueiras de Beltrane. Sobreviveram a todos os tipos de infortúnios e adversidades. Sobreviveram ao tempo e fizeram história, e viveram estórias, e as contaram e as  cantaram…   Com  o corpo,  garganta,  coração, mãos,  vibração, atitude, poesia… Ora com sorrisos, ora com lágrimas! Mas são mulheres que carregaram coragem por todo sempre.

Na década de 70, elas estavam super na “moda”, nós admirávamos aquelas mulheres que viveram (ou viviam)  à  frente de seu tempo, e acreditávamos que nós também estávamos vivendo à frente do nosso tempo, contaminadas pelo  espírito da  modernidade,  transgressão, inconformismo,  desejo tanto de mudar tudo…

São as mulheres das nossas vidas, de alguma forma…

Vale a pena relembra-las. Invoca-las.

Leila Diniz, Janis Joplin, Elis Regina, Frida Kahlo, Simone de Beauvoir, Zuzu angel, Brigitte  Bardot, Baby Consuelo, Isadora Duncan, Florbela Espanca, Dona Canô, Maria Betânia, Elza Soares, Virginia Wolf, Elke maravilha, Madre Teresa de Calcutá, Menininha do Gantois, Chiquinha Gonzaga, Cecília Meireles, Clarice lispector, Camille Claudel, Pagu, Nara Leão, Danuza,  Coco Chanel, Nise da Silveira, Cora Coralina, Carmem Miranda…  E Ana de Amsterdããããã… E por aí vai!