Cabelos

cabeludos

Outra coisa que marcou a década de 70: Todo mundo era cabeludo, quer dizer, todo maluco deixava crescer os cabelos, e até quem não era maluco, mas queria estar na onda… As meninas tinha o cabelão, as vezes com franjas, as vezes não. Encaracolados era o máximo! Mas quando não eram longos, eram black power. Os meninos mais comportadinhos  tinham o cabelo estilo Ronnie Von, aquele que não era tão curto mas também não era considerado cabelo grande. Tinha uns que imitavam os beatles, mas os beatles antes de dispirocarem, antes de Sargent pappers, antes de irem pra Índia e tomarem ácido, antes do álbum branco… Quando eles tinham ainda aqueles cabelinhos todos iguais.

Agora tinham os meninos que eram da rede rasgada, gostavam de rock, de tropicália, de mutantes, de novos baianos… esses tinham os cabelões. Alguns tinham até piolhos… Outros não!

O cabelo era um símbolo de rebeldia, inconformismo, liberdade… Talvez!

E Alceu cantava: “Eu desconfio dos cabelos longos de sua cabeça se você deixou crescer de um ano prá cá”…

E alguém dizia: ” Ah! Esse cheiro de fumaça estranha… Foi um cabeludo que passou por aqui. Com uma calça da bocona…Só pode ter sido!”

Mas hoje, nada disso tem a mínima importância. Ou não!

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Um menino perdido…

the jackson 5

Eu nem queria falar dele, nem do Jackson five, nem da sua síndrome de Peter Pan, nem da  sua música, sua dança, seus sonhos e delírios, suas esquisitices, nem de seu talento surpreendente como rei do pop… Não queria falar dele, por que tudo sobre ele já foi dito e repetido incansavelmente, e muitas coisas sobre ele jamais serão reveladas, descortinadas… E é melhor que fiquem assim!
Não queria falar dele, porque desejo apenas que ele descanse em paz, paz que, acredito, ele deve ter tido raras vêzes a oportunidade de experimentar em vida.
Sofreu, na sua busca insaciável por um rosto perfeito, na sua fuga pra tentar esquecer de onde vinha, das suas raízes, da sua infância cercada de insultos e negações…
Não queria falar dele… Mas vou fazê-lo da forma mais fugás e  talvez mais piegas:
Michael Jackson, encontre seu reino encantado na terra do nunca e descanse nos braços da paz. E obrigada por embalar nossas noites, lá nos idos de 70, com a voz terna daquela criança que perpetuou em você…

Salve Michel!