Trampo, artesanato e outros babados.

artesãoartesao+026(1)ART+HIPPIE

Badulaques, bijus, pulseiras, brincos, colares, macramês, camisetas, quadros de linhas, uma infinidade de objetos em  durepox, mocassins, enfim…  Trampo de maluco é de uma variedade e criatividade impressionantes!

As vêzes se trampava apenas o nescessário pra passar o dia: Rango, dormida, bebida, fumo… As vezes se trampava pra juntar um troco e fazer novos percursos, novas viagens. As vezes se trampava pra juntar um troco e construir uma casinha ou simplesmente pra alugar um mocó. Se trampava muito pra esperar o filho nascer e poder ficar um tempo sem fazer nada, só lambendo a cria…

Tinha muito maluco que não trampava de jeito nenhum. Só mangueava. Outros apenas tocavam um instrumento  e passavam o chapéu. Conseguiam alguns trocados.

E ainda tinha os micróbios, aqueles que não faziam nada e ainda atrapalhavam os que faziam alguma coisa.

Mas geralmente quase todo hippie era artesão. E era com  o artesanato que dava pra sobreviver e viajar. Bastava um rolinho de arame, algumas miçangas, uns dois ou três tipos de alicate, ( ou apenas um jacaré e um de bico) e pronto: Dava pra ir pra qualquer canto. Era esse o milagre que faziam nossas mãos, e que nos enchiam de auto estima e dignidade. Não éramos vagabundos, éramos hippies,  artesãos… Com muito orgulho!

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8 Comentários

  1. Lua Nua said,

    junho 27, 2009 às 3:39 pm

    Que legal!!! Seu espaço ainda existe!!! Deixei um recado lá pelos idos de 2007 sobre um jingle da calça USTop, depois volto pra fumar umzinho com vc e ir te lendo devagarinho….
    Pô meu, a década de 70 era muito melhor!!! Mês que vem faz 1 ano que parei de fumar…. Q merda heim?
    bjs

    • Rita Baiana said,

      junho 28, 2009 às 2:34 pm

      E quem precisa fumar? Importante é a essência da liberdade. A loucura sã, aquela loucura bonita, poética e produtiva, é que deve fazer parte da nossa história. Esse é o verdadeiro desbunde! Não precisa aditivos…

  2. Clara said,

    julho 22, 2009 às 9:00 pm

    Que lindo isso… acho que se eu já tivesse nascido naquela época eu seria do tipo que fica tocando violino com um chapéu do lado… 🙂

  3. ultimatewho said,

    julho 23, 2009 às 11:45 pm

    Gostei muito do teu blog, me deixa com mais receio ainda de não ter nascido nesses tempos. Mas já que tô aqui, bora aproveitar!

    • Rita Baiana said,

      julho 24, 2009 às 4:28 am

      Não importa em que década você nasceu. Importa é a essência que traz consigo, a sensibilidade de perceber essa história tão bacana que vivemos nesses tempos lúcidos e loucos. Volte sempre! Beijão!

  4. Richard said,

    fevereiro 22, 2010 às 12:21 am

    Eu vivia falando q nasci na época errada..rsrs mas hj em dia desencanei e constatei q qem faz a época eh a gente mesmo…

  5. Richard said,

    fevereiro 22, 2010 às 12:25 am

    por falar em trampo..faço minhas pinturazinhas e minhas estatuinhas d epoxi..rsrs.. um dia me arreto ,largo tudo e saio p aí vivendo das minhas artes..deixando sair meu lado hippie d uma vez!!


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