LSD…

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Ainda me lembro das viagens de ácido nos anos 70,  isso quer dizer que alguns neurônios ainda devem estar aí… Me lembro de incríveis viagens de auto conhecimento. De abrir as portas da percepção e experimentar lugares, imagens, cores, sensações… Inimagináveis, surpreendentes! Me lembro de como eram ritualísticas  essas experiências. Era uma onda bacana, uma busca, não apenas do prazer, mas da viagem pela viagem,  pela curiosidade das descobertas, pelo vislumbrar de sonhos e delírios nunca antes experimentados, pela possibilidade de entrar em outros mundos e desvendar seus  mistérios, e desvendar nossos próprios mistérios,  descortinar as janelas da alma, adentrar no universo das  lembranças mais remotas, trazer à tona as memórias afetivas,  os traumas…  E esmiuça-los sem dó nem piedade,  até a catarse! Chorar, sorrir, se embuir de sentimentos estranhos, contraditórios;  saborear a escência da beleza, do afeto, do perdão…  Sentir o medo  na sua forma mais primitiva… E depois, esperar a viagem passar, olhando as estrelas, e sabendo lá no fundo,  que uma viagem assim, a gente não esquece nunca mais.

Mas acho que hoje essa galera tá mais interessada na bala, no doce,  na dança, na rave,  só curtir e beijar…  Essa história de “viagem”, abrir as portas da percepção, experimentar o auto conhecimento, caminhar nas estradas das descobertas mais profundas…… Existem apenas nos livros de um tal de Castanheda, e no blá blá blá da geração 70.

É… Como diz Gil: “Quem não dormiu no sllepbag” nem sequer sonhou”…