Novos Baianos…

“Vou andando como sou e vou sendo como posso, jogando o meu corpo no mundo, andando por todos os cantos e pela lei natural dos encontros”… Pra mim, ninguém marcou mais a malucada da estrada, nos anos setenta, que os Novos Baianos. Eles eram tudo que nós queríamos ser, e eles viviam como a gente vivia. Só que gravavam discos, faziam seus shows… Enquanto vendíamos nossas pulseirinhas nas portas dos teatros. Feiras, bares e adjacências.

Os Novos Baianos eram totalmente malucos, lúdicos, livres e despretenciosos. Era isso que nos tornava tão próximos deles. Eles davam os recados que também eram nossos, eles vestiam as nossas roupas e compartilhavam nossas idéias, e comiam cogumelos, e fumavam marijuana, como nós.

Muita gente não tem noção de como era viver na estrada, nos anos setenta, aqui no Brasil. Era uma galera! Enorme!

Muitos malucos botaram uma mochila nas costas, deixaram um bilhete na porta e sairam por aí… E essa malucada terminava se encontrando, se conhecendo, levando notícias, trazendo notícias. Era uma grande comunidade nômade que se espalhava e se encontrava em lugares diferentes, constantemente.

Era maluco subindo pro Norte, maluco descendo pro Sul. Maluco morando em barcos, carroças, casas abandonadas… Desbravando o extremo sul da Bahia ou o alto Tapajós.

Era um frenezi zen psicodélico tropicalista libertário.

E digo sem medo de errar: Os Novos Baianos foram as figuras que mais embalaram os nossos sonhos e os nossos delírios cotidianos.

Saudades dos Novos Baianos!

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