Cabelos e bobes…

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Que os cabelos eram longos, despenteados, cacheados… Ah isso era mesmo! Lindos!

Cabelo… era uma marca nos anos 70. Tema de músicas e até de longos bate-papos, filosóficos… Em mesa de bar.

Quanto maiores melhor. Mas o que era incrível era a estória dos bobes. Não tinham nada a ver com os cabelos despenteados dos malucos, hippies, alternativos, essas tribos todas. Bobes eram coisas de, o que chamaríamos hoje, patricinhas ou dondocas. Bobes, definitivamente, não eram coisas de malucos. As minhas tias adoravam. Eu não entendia aquele sacrifício semanal, as vezes diário. Mas que era um sacrifício era! Por que não fazer logo um permanente, que era também um must naquela década louca? Pelo menos pouparia aquela escravidão. Mas eu acho que era aquela escravidão que elas adoravam. Bota bobe, prega grampo, enrola… Conversa, conversa. Tira bobe, tira grampo, e lá está o cabelo todo arrumadamente cacheado. Cachos bem feitos, tão diferentes dos cachos de Gal… Fatal. Doces… Bárbaros! Maravilhosos! Depois os de Elba, tão ouriçados…

Nunca coloquei um bobe nos cabelos em toda minha vida, mas já fiz papelotes e permanente. A minha experiencia com papelotes foi incrível! Mas isso é uma outra estória.

Um dia eu conto!

Será que hoje ainda se usa bobes? se não me engano tem uma versão nova: Um tal de Babyliss!

Mas os cabelos são outros, as cabeças então… As chapinhas japonesas e escovas progressivas que o digam.
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