Coisas Malditas…

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OCUPAR ESPAÇO

ESPANTAR A CARETICE

TOMAR O LUGAR

MANTER O ARCO

OS PÉS NO CHÃO

UM DIA DEPOIS DO OUTRO.”

( Torquato Neto, coluna “Geléia Geral, (Última Hora, 30/11/1971)

Coisas Mal Ditas…

” É para abrir mesmo.

Quem quizer que não abra,

eu prendo e arrebento.”

( Presidente João B. Figueredo, 1979 / no exercício do poder)exercito.jpg

Manifesto Hippie (O Pasquim/1970)

“Seguinte: O futuro já começou.

Não se pode julgá-lo com as leis do passado.

A nova cultura é o começo da nova civilização. E a nova sensibilidade

é o começo da nova cultura… Você curtiu essa? Há muito ainda que curtir”.

(Luís Carlos Maciel)

Coisas cantadas…

onibus-hippie.jpg“Vou viver bem longe, bem perto do infinito,

todos vão dizer que saí para fugir

e eu vou falar que saí para mudar

há um novo mundo lá fora, é só abrir.”

(Letra de “é só curtir, A Bolha, 1970. Proibida pela censura militar da época)

Coisas ditas…

“Eu não acredito em Kennedy

Eu não acredito em Buda

Eu não acredito em mantra

Eu não acredito em Gita

Eu não acredito em yoga

Eu não acredito em reis

Eu não acredito em Elvis

Eu não acredito em Zimmerman

Eu não acredito em Beatles

Eu só acredito em mim. (John Lennon, “God”, 1970)john_lennon2.jpg

Nas minhas mãos está minha cidade.

Nas minhas mãos está minha cidade, minha lira.gregory-corso.gif

E em minhas mãos está a pira.

E minha mãe ouve Corelli

enquanto minhas mãos estão em chamas

(Gregory Corso)

poeta americano, contemporâneo de Allen Ginsberg e Jack Kerouak, ícones do movimento Beat.

Blog Vicia!

Tô cheia de blog’s. É blog de poesias, blog de delírios cotidianos, blog de caju em caju (daqueles que a gente só escreve de vez em quando) blog de contar estórias de trancoso… E por aí vai… É flickr, é orkut, comunidades… Milhares! Fotolog! Picasa! Porra! É foda!

Tantas propriedades pra administrar! E eu sou só uma imigrante. Talvez por isso mesmo, deslumbrada!

Pra lá de Marrakech…

Tribos Urbanas

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A liberdade é o espelho da efervenscência de uma década onde todas as formas de expressão tiveram seu lugar ao sol.

Anos setenta… Todas as vertentes foram permitidas. A explosão do movimento hippie: Flower Power! Tropicália! As noites embaladas pelo som de pink floyd, jimi hendrix, novos baianos, mutantes… E as viagens! Foram tantas…

Viagens de carona, viagens astrais, e até viagens sem volta, pelos porões da ditadura.

Depois chegaram os anos oietnta e os valores burgueses roubam novamente a cena. A imagem que representava rebeldia agora dá lugar a personagens (dublês de executivos) denominados yuppies.

Por outro lado, entediados com esses tais valores yuppies, agitam figuras esquisitas, com caras de indios moicanos. Adrenalizados, oxigenados, acinzentados, alucinados… Dark’s? Neo punk’s?

E na periferia da história, nas mãos e contramãos das estradas, são tantas pedras que rolam! Pedras do reggae, filhos de Jah! Tribos das mais variadas espécies, das mais raras etnias… Continuam brotando e morrendo, e as vezes, como fênix, renascendo das cinzas. Seja “nos verdes vales do fim do mundo” ou em qualquer uma das largas ruas, frias e secas de Brasília, ou de qualquer outra ilha.

Aqui, agora! Terceiro milênio! Há um passo do apocalipse…

Somos tantos! Hippies, punk’s, darks, grunges, gays, yuppies, emos, yanomamis, andrígenos, skin heads, cibernéticos, internautas, esotéricos, pretos, brancos, mulatos, malucos, caretas, xiitas, comuns, comunas, evangélicos, catatônicos, etcétera… Mas será que cada um “sabe a dor e a delícia de ser o que é”? É inspirada nessas inquietações, nessas buscas constantes e eternas descobertas, que eu escrevo, crio, vivo!

Estou aqui, experimentando…

Quero conhecer e experimentar tudo que rolar nesse mundo novo. Timoty Leary já dizia que essa seria a big droga desse século, o novo LSD. Compartilhado…

Por enquanto eu sinto é muita solidão nessa aldeia. Tá tudo aí. Em cima, na hora! Tudo ligeiro e dinâmico, mas tem muita gente falando só, tem muito pouca gente escutando. E outro tanto de gente reunida em guetos. E eu repito, sou apenas uma imigrante…

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