Ecologia, reciclagem, customização, politicamente correto… Na década de 70 não me lembro de ter ouvido com tanta frequência essas palavras como costumamos ouvir nos dias de hoje. Mas garanto uma coisa: A essência que essas palavras trazem e a ação que provém delas faziam parte do nosso cotidiano, da maneira mais orgânica, espontânea e natural possível.
Éramos politicamente corretos sem nem ao menos saber o peso dessa expressão. Éramos corretos porque acreditávamos na igualdade, na fraternidade, na liberdade, na paz… E vivíamos sob o signo do amor.
Consequentemente respeitávamos tudo que nos rodeava e também nos preocupávamos profundamente com o destino do planeta. Nossa mãe terra! Dividíamos nosso saudável alimento, nossos sonhos e delírios, nossas roupas, que eram sempre reaproveitadas e personalizadas com bordados, pinturas , apliques, e duravam uma eternidade… Nunca tínhamos mais do que precisávamos. Definitivamente os sonhos de consumo não faziam parte da nossa vida cotidiana, preferíamos consumir sonhos… Na verdade o que a gente queria mesmo era paz, amor e muita viagem!
O rango tinha que ser natureba, a agricultura era orgânica… Os rios eram sagrados, as roupas de algodão.
Os sonhos compartilhados! Os filhos amamentados, criados livremente, ao som de canções, violões…
A vida era uma dádiva, uma oração diária. Os tempos eram de amor e paz, liberdade, esperança…
Éramos tão ingênuos… Acho que ainda somos, pois ainda carregamos a “chama”, essa que nos abranda o coração, esquenta a alma e nos faz acreditar que seremos sempre bons e felizes. E que ainda herdaremos a terra…




















